terça-feira, 10 de junho de 2014

O Teorema Katherine, John Green

CONTÉM SPOILER!!!

Palmas para John Green, pois ele merece, mas eu só esperava um pouco mais de final bom em O Teorema Katherine. É como em Uma Aflição Imperial - que ele tanto fala em A Culpa é das Estrelas -, não tem um final para chamar de final.



A sinopse do livro é:
"Se o assunto é relacionamento, o tipo de garota de Colin Singleton tem nome: Katherine. E em se tratando de Colin e Katherines, o desfecho é sempre o mesmo: ele leva o fora. Já aconteceu muito. Dezenove vezes, para ser exato. Depois do mais recente e traumático término, ele resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e um melhor amigo bem fora de forma no banco do carona, o ex-garoto prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar pés na bunda, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam. Uma descoberta que vai mudar para sempre a história amorosa do mundo, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera."

Vamos analisar:
"Se o assunto é relacionamento, o tipo de garota de Colin Singleton tem nome: Katherine." - isso pode ser levado em conta, mas Colin já teve queda por uma garota que não se chamava Katherine, além de ter ficado com Lindsey, ou seja, sem generalização.
"E em se tratando de Colin e Katherines, o desfecho é sempre o mesmo: ele leva o fora" - não foi o que aconteceu com a Katherine III, afinal foi ele quem terminou com ela.
"Já aconteceu muito. Dezenove vezes, para ser exato." - isso pode não ser considerado realista, já que a Katherine I foi a Katherine XIX. E sim, ela terminou com ele duas vezes.
"Depois do mais recente e traumático término, ele resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e um melhor amigo bem fora de forma no banco do carona, o ex-garoto prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar pés na bunda, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam" - infelizmente não dá certo, já que não é possível prever o futuro e o Colin só descobre isso no final do livro.
"Uma descoberta que vai mudar para sempre a história amorosa do mundo, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade" - não, não, não! Não deu certo, ele é prodígio, não gênio. Gênios e prodígios não são a mesma coisa!
"Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera" - e também não foi o que aconteceu. Ele não voltou com a K-19, ele ficou com a Lindsey.

Quando eu li a sinopse pensei que ele só levava fora, cansou disso e criou um teorema que previa que ele ia levar outro pé na bunda, ficou famoso com esse teorema e a K-19 voltou com ele por isso. Mas não. Nada a ver.

Porém o livro não é ruim. É bom! Claro, precisa de ensino fundamental em matemática. John Green - com a ajuda de seu amigo, Daniel Biss - faz questão de explicar as fórmulas, então não tem problemas.



Mas vamos combinar que quando o livro começa com uma dedicatória anagramatizada tão fofa, nada a seguir pode ser tão ruim.



Mas John Green sendo John Green consegue transformar tudo em algo plausível. Nos faz repensar na vida com suas ótimas palavras:



Tudo o que posso dizer é que após ler esse livro, tudo o que posso querer é um Colin, um Hassan e uma Lindsey na minha vida. É pedir demais? Não, eu poderia querer a Hollis ou a Princesa também. Enfim, mais uma vez, John Green está de parabéns!!!

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